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III Congresso Internacional de Felicidade

 

Curitiba recebeu mais uma memorável edição do Congresso Internacional de Felicidade, que anualmente atrai milhares de pessoas de todo o Brasil em busca de aprendizados e experiências únicas de felicidade.

 

O já tradicional Congresso foi realizado no belíssimo Parque Barigui, um dos cartões postais da cidade, no espaço Expo Barigui, onde era possível sentir a energia e o aroma da natureza, além de desfrutar da linda vista do parque.

 

Pelo terceiro ano consecutivo, o tema “Felicidade” foi abordado de forma abrangente e descontraída por palestrantes pra lá de especiais, selecionados por Gustavo Arns – idealizador do Congresso – que envolveram o público com a sua sabedoria e lições de vida.

 

Nesta edição, estavam entre os participantes:

 

– Alexandra Loras: ex-Consulesa da França

– Aline Castro: facilitadora de travessias

– Alma Síria e Óscar Mistage: trio musical

– Bruna Lombardi: atriz, poeta e escritora

– Cristiane Arns: doutora em educação

– Geralda Nadyr Henriqueta Carniel: homenageada

– Gustavo Tanaka: influenciador digital

– Gustavo Cerbasi: consultor financeiro

– Jorge Trevisol: filósofo, teólogo e psicólogo

– Leandro Karnal: professor e escritor

– Márcio Ballas: palhaço e diretor

– Márcio Libar: ator e diretor

– Margareth Souza: terapeuta holística

– Michelle Taminato: co-fundadora do Collabsoul

– Monja Coen: monja Zen Budista

– Nicolai Cursino: autor, professor e coach

– Renata Livramento: doutora em psicologia

– Tal Ben Shahar: professor PhD de Harvard

– Thiago Berto: diretor Fundação Ayni

– Vânia Lúcia Slaviero: pedagoga e professora

 

Os palestrantes compartilharam conhecimentos e reflexões, resultados de estudos e pesquisas, como também relataram de forma sincera, generosa e até mesmo corajosa, questões pessoais profundamente conectadas com a própria essência. Nestes relatos, a mensagem final era sempre tão humana e verdadeira, que alcançava diretamente cada um dos corações presentes.

 

Na correria do dia-a-dia, muitas vezes acabamos esquecendo do que é o mais importante, e aí vem o Congresso a cada ano para renovar nossos votos de felicidade e redirecionar o foco para a construção de uma vida mais feliz, pois focar em felicidade é uma forma direta para alcançar uma vida plena, já que a felicidade não se limita a uma única área da vida, mas é resultado do equilíbrio entre todas elas.

 

É um evento que emociona, pois tem o poder de surpreender, gerar questionamentos, insights e muita, muita inspiração para a vida! É comum sair de lá transformado de alguma forma, se sentindo renovado e disposto a mudar algo na rotina, em busca de uma vida melhor.

 

Foram apresentados tantos exemplos inspiradores e marcantes, que naturalmente surge a certeza de que com tantas pessoas fazendo o bem, o mundo só pode se tornar melhor a cada dia. Com isso, vem ainda a consciência da importância de que cada um deve fazer a sua parte, por menor que as vezes possa parecer, para que as mudanças efetivamente aconteçam.

 

Paralelamente ao Congresso, aconteceu o Festival de Felicidade, evento gratuito com inúmeras atrações para toda a família e a III Feira Holística, com a feira gastronômica, e muita música, arte, teatro, palestras e sessões de autógrafos com os palestrantes.

 

Desta vez, o Congresso contou ainda com mais dois eventos, a pré-abertura no dia anterior, com o show do duo “Mirabai Ceiba” no concerto de celebração da vida “Song of Life”, onde o público já pôde entrar na vibração da paz e do amor às vésperas do Congresso; e o encerramento no dia seguinte, com o workshop “Ciência da Felicidade” com Tal Ben Shahar, o papa da Psicologia Positiva e professor da aula mais concorrida da história de Harvard.

 

No vídeo abaixo, selecionamos alguns momentos marcantes, com destaque especial ao fundo para o “Hino da Felicidade”, de Jorge Trevisol, que foi mixado no dia anterior ao Congresso.

 

 

 

Quantas emoções vivemos durante estes dois dias! E como tudo o que nos emociona, além de ficar guardado na memória e no coração, também merece ser compartilhado, dividimos com vocês o nosso olhar sobre as experiências vividas e lições aprendidas durante estes dois dias que certamente marcaram muitas vidas para sempre, confiram:

 

 

DIA 1

 

 

A apresentadora Aline Castro inicia a abertura do congresso lembrando que a partir daquele momento, acontecia ali uma reunião de pessoas comprometidas com a mesma missão, a de elevar a consciência do planeta e o seu nível de felicidade.

 

 

O idealizador do Congresso, Gustavo Arns, afirma que esta reunião de pessoas é responsável por criar um campo de energia que vai muito além da nossa compreensão.

 

Ele destaca ainda a importância de olharmos de frente para a nossa responsabilidade, pois é preciso tomar as rédeas de nossas vidas e nos comprometermos a ser agentes da transformação que queremos ver no mundo.

 

 

MONJA COEN – Vida e morte na visão do zen budismo

 

 

A Monja iniciou a sua palestra conduzindo uma meditação e exercício respiratório, orientando a todos que percebessem a diferença de temperatura do ar que entrava e saía de suas narinas, assim como a temperatura da sala, os sons presentes ali e também os pensamentos que habitavam as suas mentes naquele momento. Esta prática simples pode ser feita diariamente e traz muita paz e tranqüilidade, ao mesmo tempo em que direciona o foco para o momento presente.

 

Ela afirma que o mais importante para a vida pessoal, coletiva e para um país é a felicidade interna bruta, o contentamento com a existência, o estado de prazer com a vida, que é o que nos faz levantar diariamente. Destaca ainda a importância de fazer o bem, buscar o autoconhecimento, dar valor a vida e saber o que faz de melhor.

 

A Monja cita o livro “Ikigai” – termo que pode ser traduzido como razão para viver – que fala sobre os segredos dos japoneses para uma vida longa e feliz e sobre como encontrar o propósito que irá guiar a sua vida. Cita também o escritor Mia Couto, conhecido por sua rica interpretação da beleza interna das coisas.

 

Afirma que estamos “grávidos” de nós mesmos, nos fazendo e refazendo a cada instante e que o objetivo maior é que possamos estar abertos para o universo e para manifestar a parte dele que está em nós, e orienta a todos com a sua sabedoria: “Quem acha que não tem luz no fim do túnel, é porque não caminhou até a metade”.

 

 

JORGE TREVISOL – Como manter-se divino na aventura de tornar-se humano

 

 

Jorge inicia sua palestra com um show a parte, cantando temas como amor, verdade, vida, alma e sonhos.

 

Afirma que o homem não sofre pelas coisas da vida, mas por não compreender o sentido da vida, e que a felicidade é o fruto de quem mora em si mesmo e se encontrou, vive dentro do seu propósito, da razão pela qual veio.

 

Ele conduziu uma prática emocionante entre o público, que relembrou momentos de infância, e destacou ainda a importância das lágrimas que foram choradas por muitos durante este processo: “Estar neste mundo e processar-se para tornar-se humano comporta doer, quem não dói não se humaniza”.

 

Jorge afirma ainda que mais perdidos são os que se identificam com o mundo, pois estamos no mundo para que o mundo nos torne humanos, não somos do mundo, mas divinos sempre fomos.

 

 

GERALDA NADYR HENRIQUETA CARNIEL – Prêmio Propagadores de Felicidade

 

 

A homenageada desta terceira edição do Congresso de Felicidade com o prêmio “Propagadores de Felicidade” foi a terapeuta e professora especialista no estudo do corpo humano, Geralda Nadyr Henriqueta Carniel.

 

Farmacêutica e Bioquímica, professora e instrutora de Yoga e Tai Chi, há mais de 40 anos estuda a medicina chinesa e possui estudos publicados, como “Promoção da Saúde em Harmonia com as Leis do Universo” e “Estudos das Estações”, entre outros já esgotados.

 

Ela identificou o corpo humano como energia, e criou o “Método Carniel para o Equilíbrio da Energia” com base nos conceitos do TAO. Já tratou milhares de pessoas em busca de uma maior qualidade de vida no Centro de Equilíbrio de Energia, observando qual energia está em desarmonia e restabelecendo o fluxo normal relacionado a frio-calor e umidade-secura.

 

No palco, ela contou sobre as terapias que proporcionam leveza ao corpo e possibilitam o comando da nossa vida, afirmando que é nossa tarefa manter a saúde do corpo físico.

 

 

ALEXANDRA LORAS – Mudar o mundo ou mudar de mundo

 

 

 

Alexandra trouxe uma emocionante, essencial e profunda reflexão ao abordar o tema da necessária inclusão social da diversidade por um mundo mais feliz.

 

Foram apresentados inúmeros exemplos de situações vividas pelos negros no Brasil, onde ficou muito claro que infelizmente o preconceito ainda está vivo e presente no dia-a-dia de todos.

 

Ela conta que se torna difícil a população negra se sentir inclusa neste mundo onde na televisão geralmente os negros representam papéis de traficantes e escravos, as princesas e os anjos são brancos, assim como acontece nos brinquedos, livros, em vídeo-games, nos quadrinhos. Nas propagandas de planos de celulares pré-pagos voltados ao público de baixa renda, os modelos são negros, além de que no mercado de trabalho pouquíssimos negros se encontram em posições de liderança, o que serviria como referência e exemplo de que todos são capazes de alcançar posições de destaque na sociedade.

 

Existem ainda os clichês que reforçam esse preconceito, como o de que os negros são bons para a prática esportiva, futebol, dança, música e sexo. O mesmo tipo de clichê acontece com a África, quando se torna referência apenas de pobreza, fome, miséria, doenças e corrupção, enquanto que a sua extrema riqueza não costuma ser citada.

 

Sua abordagem fez com que o público pudesse entender essa triste realidade, se colocasse no lugar do outro e até mesmo sentisse um pouco da sua dor ao viver neste mundo tão desigual. Alexandra sugeriu ainda uma atitude simples que podemos ter como público, que é escrever para os roteiristas sugerindo a inclusão de negros em papéis variados, conscientizando a todos de que é essencial que cada um faça a sua parte para equilibrar a nossa sociedade com a inclusão.

 

 

GUSTAVO CERBASI – Escolhas inteligentes para uma vida financeira mais feliz

 

 

Gustavo abordou o tema inteligência financeira, destacando que é essencial ter um planejamento que defina os gastos básicos e investimentos, e que equilibre a riqueza material com a não-material. Segundo ele, existe sim fórmula para enriquecer e ela não começa com poupar, mas com saber gastar.

 

Lembrou que enriquecer é nobre, porém é importante não se privar muito, cuidar do nosso presente, e não acreditar que só seremos felizes no futuro, pois ele é incerto. Reforçou que o lazer é necessário e não deve ser deixado de lado, pois dá prazer, motiva, energiza, entusiasma e expande horizontes e que a saúde deve ser priorizada, assegurando assim a qualidade de vida.

 

Destacou que é importante gastar menos do que ganha, pois pequenos deslizes financeiros possuem o efeito bola de neve, além da importância de investir para fazer o dinheiro trabalhar para você.

 

Afirma que devemos criar condições para o orçamento ser resiliente, e que um segredo é simplificar o estilo de vida, abrindo mão de algum grau de conforto. O ideal é comprar coisas que se encaixam no patamar de um degrau abaixo do próprio bolso.

 

“Uma vida simples não é uma punição, pois a privação oferece a oportunidade de uma vida mais rica no futuro. Ao simplificar escolhas, aumentam as possibilidades.” Um exemplo é o caso de alguém que não mora em uma casa tão legal, mas viaja com freqüência.

 

E para quem está em dúvida entre financiar ou alugar um imóvel, ele sugere que se analise a opção de alugar, investindo a diferença. Desta forma é possível ter liberdade para eventuais mudanças de planos, e também uma reserva em dinheiro, podendo ainda optar por um financiamento no futuro, por menos tempo e com uma taxa de juros menor.

 

Para quem quiser saber mais, ele citou os seus livros “Investimentos Inteligentes” e “Adeus Aposentadoria”.

 

 

THIAGO BERTO – A mente a serviço do coração: uma conversa sobre essência e propósito

 

 

 

Thiago contou sobre a sua trajetória de vida e aprendizados que obteve em suas viagens pelo mundo, inicialmente em busca de autoconhecimento, incluindo o período em que morou no Butão, onde aprendeu a estar consigo mesmo, e a sua passagem pelo Caminho de Santiago, onde aprendeu a importância de caminhar pela vida com pouca bagagem. Já em Cusco, no Peru, conheceu um projeto de educação infantil, onde trabalhou como voluntário, e percebeu que ali estava a sua missão, e a partir daí redirecionou suas viagens seguintes para conhecer diversos projetos de educação alternativa pelo mundo.

 

Na volta, fundou a Cidade Escola Ayni, que inclusive pretendem fechar em 2035, e é uma escola para adultos que possui uma cultura de paz e trabalha a cura da “normose”. A palavra “Ayni” significa cooperação e solidariedade no idioma Quechua, dos Incas. Conforme explicado no site da escola, “a Ayni é uma forma de viver… Uma relação primeiro de tudo de aceitação como adultos, de nos reconectarmos com o nosso ser, com a natureza, de reconhecermos nossa própria essência, nossas verdades e a partir daí desenvolvermos uma nova perspectiva e relação com as crianças: elas são nossos mestres, companheiros de um caminho de evolução como seres humanos, e a oportunidade de compartilhar esse tempo e espaço com as crianças é vista com gratidão e honra. Essa é a nossa base pedagógica.” Leia mais em: https://www.fundacaoayni.org/

 

Na escola tudo foge de padrões pré-estabelecidos, é um lugar de inspiração, transformação do ser, educação e sustentabilidade para crianças, pais, educadores e comunidade. Não há salas de aula nem divisão de turmas, são todas misturadas, sem provas, pois consideram uma violência dar nota para as crianças, já que temos três inteligências e avaliar só a capacidade de armazenamento não funciona. Os objetos como a pia e lousa, tem formatos não convencionais complementando a experiência única de quem passa por lá. Ele destaca ainda que lá, todos possuem liberdade para escolher o que aprender, não há competição nem campeonatos, mas sim cooperação, “Tudo isso acontece para que os participantes possam se tornar os adultos que a gente queria por perto quando éramos pequenos, pois adultos que caminham pelos próprios pés transmitem segurança para as crianças”, afirma Thiago.

 

Ele citou ainda o livro “A Ferida Original”, de Jorge Trevisol, como uma importante referência para novos aprendizados, e conclui: “Nossa alma sabe onde temos que ir, é só deixar fluir. Qualquer loucura dá certo quando você está no seu propósito, pois algo te conduz”.

 

 

BRUNA LOMBARDI – Felicidade

 

 

Bruna inicia sua palestra destacando a importância de dedicarmos pelo menos um minuto por dia para meditar, e pergunta: “Você está fazendo a principal e mais importante de todas as conexões, que é a conexão com si mesmo?”

 

E lança a reflexão: “Não existe neste planeta pessoas iguais a você, cada um de nós é um ser único, desde a impressão digital, a íris, os batimentos do coração… Se somos únicos, alguma razão temos para estar aqui, um propósito.” E para poder escolher o que realmente é importante para nós, precisamos saber quem somos e o que queremos, temos a jornada de uma vida para descobrir isso.

 

Ela afirma que nascemos com um instinto, intuição, que vamos perdendo no caminho, mas que são recuperáveis, desde a criança que você foi, alegre, destemida, que enfrentava desafios difíceis… “A derrota não te assustava, mas em algum momento passou a te assustar, e o medo é seu inimigo. Não se deve permitir que as circunstâncias deturpem a nossa essência”.

 

Outro conselho é que nunca devemos ficar em relações que não nos fazem bem, que não nos valorizam. “Ficar sozinho pode ser uma benção, assim você vai limpar a primeira área que interfere na sua vida, a das pessoas ao seu redor. O amor é um fluxo, uma forma de irradiar e receber energia. A energia que você irradia volta para você”.

 

E conclui afirmando que felicidade é compreender que você e a sua vida são milagres!

 

 

MARCIO BALLAS – Improviso e criatividade

 

 

Em uma das palestras mais interativas do Congresso, Márcio conta que as pessoas lhe perguntavam como ele fazia tudo na hora e como aprendeu a ser criativo em sua atuação como palhaço, e ele conta que todos são criativos, pois nascemos com essa espontaneidade. Explica que os índices de criatividade vão diminuindo e ficando adormecidos com o passar dos anos ao entrarmos em contato com os padrões sociais e normas de comportamento.

 

A criatividade é uma ferramenta para a solução de problemas que deve ser utilizada no dia-a-dia e no trabalho, seja para economizar, inovar, transformar, mudar, ter idéias, descobrir e criar.

 

Márcio afirma que o “sim” é o mestre do processo criativo, e que sem ele não existe criatividade, enquanto que o “não” deve ser tirado do processo criativo, pois bloqueia as novas idéias. No improviso, criamos em cima de um monte de “sins”.

 

Segundo ele, três pontos são importantes no processo de “capasimtação”, a aceitação de que o outro é diferente de nós em suas idéias e propostas, o improviso ao rearranjar conhecimentos combinando-os de formas diferentes, e a co-criação ao criar em conjunto, aumentando exponencialmente a capacidade criativa.

 

Para concluir, ele deixa a seguinte reflexão para uma vida mais criativa e feliz: “Como trazer o sim para o dia-a-dia e para o universo de vocês?”, lembrando que em ambientes criativos, coisas incríveis acontecem!

 

 

DIA 2

 

 

MICHELLE TAMINATO – Felicidade na Gestão Colaborativa

 

 

 

Michelle conta que aprendeu com o seu mestre a fazer perguntas e a refletir sobre elas para ver se reverberariam em algo que fazia sentido ou não para a sua vida.

 

E questiona: “Você já refletiu sobre a guerra? O que permitiu que as regiões japonesas conseguiram superar tanto sofrimento?”

 

Ela cita o artigo “Felicidade Coletiva no Japão”, onde consta que a relação de felicidade para o japonês está no outro e nas inter-relações. A própria constituição diz que todo individuo tem o direito de ser feliz.

 

Michelle pesquisou sobre a alma da colaboração e teve como aprendizados que quanto menos você controlar melhor, além de que é necessária a confiança prévia, co-criação, flexibilidade, amizade e senso de pertencimento.

 

Ela lança a pergunta: “O que as pessoas mais felizes de culturas diferentes tem em comum?” E conclui que são os relacionamentos sociais afetuosos, com trocas, cooperação e colaboração, acrescentando que o que sustenta a afetividade em ambientes colaborativos é o nível de autoconsciência dos indivíduos.

 

 

ALINE CASTRO – Vulnerabilidade e Poder

 

 

 

Aline apresentou o seu olhar sobre temas como coragem e vulnerabilidade, compartilhando experiências de vida com muita verdade, expondo sentimentos e tocando a todos através de suas lições de vida.

 

Ela conta que nascemos divinos, e que com a educação, a escola, bulling, vamos nos transformando, criando máscaras de bonzinho, rebelde, rude, pacífico, perfeitinho, de que não me importo, de intelectual, de que isso não é para mim, ou para agradar, e por aí vai. E que entre a nossa história e as máscaras, existem ainda os anestésicos que utilizamos para nos distrair e fugir da dor, que podem ser livros, netflix, redes sociais, bebidas ou falar compulsivamente, por exemplo.

 

Além disso, ainda acreditamos que somos o que a gente faz, nos preocupamos com a aparência, beleza, com o corpo, com a maternidade, em ter ou não ter filhos, além da questão de trabalhar ou não, enfim… O que faz a gente se incomodar com isso é a vergonha de estar fazendo algo “errado”. Já para os homens as preocupações são com relação ao desempenho, e em não ser visto como fraco, medroso ou fracassado.

 

Tudo isso é criado já na infância, enquanto as meninas recebem feedbacks relacionados a sua aparência, os meninos recebem com relação ao que fazem, como o seu desempenho nos jogos e as notas da escola. Ela observa que para ambos faltam feedbacks sobre a própria identidade!

 

É importante também revisitar a nossa história, até mesmo através da terapia, para trazer luz as questões, pois a vergonha só sobrevive na escuridão, e não na luz. Aline selecionou ainda um mantra bacana para termos durante a vida e nunca nos esquecermos, que é: “Eu sou bom, eu sou inteligente, eu sou importante”.

 

 

RENATA LIVRAMENTO – Doe Sentimentos Positivos

 

 

A psicóloga Dra. Renata Livramento conduziu a atividade “Doe Sentimentos Positivos”, um projeto de gentileza urbana em que corações amarelos (cor da alegria) foram trocados entre os participantes junto com uma mensagem escrita na hora por cada um em um cartão, gerando mais um momento de interação e gratidão entre os participantes do Congresso.

 

 

TRIO ALMA SÍRIA E ÓSCAR MISTAGE – A felicidade não se encontra em um único lugar

 

 

Os integrantes do trio, Myria, Abed e Lucia chegaram ao Brasil fugindo da guerra na Síria, quando deixaram tudo em busca de um novo lar.

 

Já trabalharam com a culinária árabe e hoje tocam música instrumental típica do país, em árabe, utilizando instrumentos sírios que trouxeram de sua terra natal, em conjunto com Óscar Mistage, violinista da Venezuela.

 

O trio tem como objetivo encurtar as distâncias por meio da música, e durante o Congresso contaram um pouco sobre as principais dificuldades e desafios que os estrangeiros vivem em uma mudança de país, algo que é até difícil de imaginar para quem nunca passou por uma situação parecida.

 

Após superar inúmeras adversidades, compartilham uma forte lição que fica: “A pátria e a felicidade estão onde está o coração”.

 

 

GUSTAVO TANAKA – Liderança para um novo mundo e as bases para uma nova sociedade

 

 

 

Gustavo inicia a palestra mostrando o quanto o mundo nos direciona a ser quem não somos, já que poucos foram ensinados a lidar com as próprias emoções ou passam por um processo de autoconhecimento.  Fomos ensinados a nos comportar na Terra, mas não fomos ensinados a viver. É comum a necessidade de se comparar aos outros, tentando se encaixar e ocupar um lugar que não é seu, e é aí que se perde a própria autenticidade.

 

Ele conta que viemos aqui para sermos nós mesmos e fazer o que tivermos vontade, e relembra o momento em que começou a escrever, quando viu que pela primeira vez estava sendo honesto consigo mesmo. Antes, o medo de decepcionar os pais o levou a seguir caminhos que iam contra a sua essência e somente após um fracasso profissional, pôde se sentir livre para seguir a sua própria sabedoria.

 

Gustavo realiza também encontros entre homens para falar sobre masculinidade e sobre o que é ser homem neste momento atual em que estamos sem referências. Ele comenta que o ambiente masculino é tóxico, que essa relação de sacanear o outro faz mal, não abre espaço para a vulnerabilidade, e é chato ter que provar o seu valor o tempo inteiro.

 

Ele reforça ainda que devemos compartilhar os nossos aprendizados, deixar de tentarmos ser fortes e bons o tempo todo, precisamos nos conectar com o que está vivo dentro de nós, com o que é real. Completou: “Se eu preciso de motivação para acordar, tem algo errado na vida”.

 

E relembra: “Você não tem que tentar ser alguém na vida, você já é alguém, quando nasceu se tornou alguém.”

 

 

CRISTIANE ARNS – Ciranda de Pais – Uma nova educação é possível

 

 

Cristiane contou que no Brasil 99% das crianças entram no ensino fundamental, porém menos de 50% o concluem, e citou exemplos de países bem-sucedidos no campo educacional, como a França, em que até mesmo nas férias, a escola fecha, mas a aprendizagem não para, através da manutenção de atividades contínuas.

 

Ela falou sobre uma pesquisa de campo que realizou no município de Pinhais, onde analisou o impacto do que os pais falam sobre a escola para as crianças, e percebeu que esse diálogo interfere diretamente no seu resultado escolar.

 

A partir destes estudos, percebeu que os pais de crianças com êxito escolar e que permanecem na escola, relataram que consideram muito importante levar a criança até o portão e buscar, enquanto conversam no caminho sobre o que elas aprenderam, além de acompanhar a lição de casa todos os dias. O pensamento destes pais é: “Faça chuva ou faça sol, o lugar do meu filho é dentro da escola”, enquanto que os pais das crianças que vão mal na escola e até deixam de frequentá-la, incentivam as crianças a não irem quando está chovendo, por exemplo.

 

Cristiane abriu a “Ciranda de Pais” em Pinhais para ampliar as estratégias educativas dos pais, e para que eles possam ter consciência do seu protagonismo na educação dos filhos, já que muitas famílias transferem essa tarefa para a escola, destacando que muitas vezes o diálogo entre a escola e a família é desajustado. Citou ainda que vários países desenvolvidos possuem proposta de escola para pais.

 

Neste programa anual, todos compreendem que fazem parte de uma comunidade local escolar, conhecem os pais e mães dos colegas, as famílias são ouvidas, aprendem com pediatras, psicólogos, pedagogos e realizam tarefas e atividades para estimular a integração entre pais e filhos no processo educativo.

 

Ficou claro que o investimento em empoderar as mães como protagonistas da educação dos filhos é capaz de atingir um número ainda maior de crianças beneficiadas do que se o investimento fosse realizado diretamente nas crianças, sem o envolvimento das suas famílias.

 

 

MARGARETH SOUZA – Oração de São Francisco de Assis e Canção Arapaho

 

 

 

Margareth conduziu a lindíssima oração de São Francisco de Assis, e explica que é mais do que uma oração, é o comprometimento amoroso de cada um que assume a auto responsabilidade de co-criar um mundo de paz começando com atitudes pequenas que são gotas de água constantes, diárias, que fazem toda diferença no campo vibracional do nosso planeta.

 

Ela comenta que estamos caminhando a passos largos para uma realidade de 5ª dimensão, onde dissolvem-se muros, fronteiras, dualidades e toda a ilusão de separatividade.

 

Também tocou tambor e cantou a canção Arapaho, que é cantada para realizar a conexão entre o céu e a terra, e deixa ainda a seguinte mensagem:

 

“Faça com que a paz prevaleça sobre a Terra. Comece com a sua paz interior.”

 

E abaixo, a letra da Oração de São Francisco:

 

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz

 

Onde houver ódio, que eu leve o amor

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão

Onde houver discórdia, que eu leve a união

Onde houver dúvida, que eu leve a fé

 

Onde houver erro, que eu leve a verdade

Onde houver desespero, que eu leve a esperança

Onde houver tristeza, que eu leve alegria

Onde houver trevas, que eu leve a luz

 

Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado

Compreender, que ser compreendido

Amar, que ser amado

Pois é dando que se recebe

É perdoando que se é perdoado

E é morrendo que se vive

Para a Vida Eterna

 

 

MÁRCIO LIBAR – Workchoque com o palhaço Márcio Libar

 

 

 

Márcio apresentou interessantes reflexões sobre a vida associadas com a profissão de palhaço, lembrando que o palhaço é o que cai, erra, perde… Segundo ele, a arte do palhaço é a aceitação da perda, pois quem aceita que perdeu consegue manifestar as energias que o fazem levantar. “Perder é a coisa mais certa da vida. Se der tudo certo vamos perder nossos pais, o colágeno vai acabar, a pele ressecar, e se der errado nós vamos morrer antes disso.”

 

O medo de perder, falhar, decepcionar compromete a performance, é necessário coragem pois somos imperfeitos. Ele diz que o maior medo que temos na vida é o de não ser amado, não pertencer, inclusive as pessoas se matam por isso. Para quem gostaria de pedir perdão para alguém após um erro cometido, ele indica a frase: “Eu não espero que você me perdoe porque eu sei que o que eu fiz é imperdoável, eu só quero que…” Já para expressar que você ama alguém, “Eu estou aqui” possui o efeito similar ao de um “Eu te amo”.

 

Márcio conduziu uma atividade com o público em que ele fazia perguntas, e quem se identificava ficava em pé. No início, começou com perguntas mais simples sobre a personalidade de cada um, e na sequência foi inserindo profundas e difíceis questões pessoais e familiares, em que o público participou ativamente se levantando e sentando.

 

Em certo momento, a emoção ao relembrar as próprias dificuldades e ao tomar consciência das questões de tantas pessoas que estavam lá, já havia tomado conta de todos. Tudo isso reforça as palavras de Márcio: “O outro não existe porque o outro é você” e deixa a seguinte reflexão: quantas pessoas encontramos diariamente e sequer imaginamos as grandes batalhas que estão enfrentando em suas vidas?

 

Foi interessante notar que essa atividade incentivou todos a olharem para as suas questões e a perderem o receio de assumir publicamente fatos e situações sobre si mesmo e sua família, afinal todos vivemos situações similares. Com isso, vem também a aceitação, que é aquele importante passo para superar difíceis questões de vida ao olhar para cada questão e aceitá-la, pois quando não é possível mudá-la, é necessário mudar a nós mesmos e o nosso olhar.

 

 

LEANDRO KARNAL – Felicidade: Fatores comportamentais que travam o desenvolvimento humano

 

 

 

Leandro Karnal afirma que o futuro não existe, é uma abstração, e que vivemos um presente contínuo, estamos sempre nessa linha entre passado e futuro.

 

Ele explica a diferença entre a auto-ajuda e a filosofia, e que a auto-ajuda dá fórmulas pois acredita que somos iguais, enquanto que a filosofia ajuda a se questionar e considera que somos completamente distintos.

 

Destaca que é importante ultrapassar a zona de conforto com pequenas mudanças e grandes objetivos, e citou o exemplo de algo que certamente fará uma grande diferença para o planeta: não usar canudos!

 

Para definir objetivos, segundo ele, é importante se perguntar o que mais te incomoda e que precisa melhorar, além de o que, e quem te atrapalha de verdade para ser uma pessoa melhor.

 

Orienta que devemos nos fazer ainda as seguintes perguntas: “Eu posso? Eu quero? Quando?” E explica: “Muitas vezes para conseguir o que eu quero, tenho que fazer o que eu não quero, e só o homem adulto faz isso, como por exemplo, não viajar para guardar dinheiro.”

 

“O segredo do sucesso é levantar uma vez a mais do que eu caí”, e reforça que a resiliência deve ser nossa, é necessário decidir e manter os hábitos, sem depender do apoio de ninguém. Segundo ele, os piores momentos vão lhe educar para momentos melhores e a felicidade não pode ser apenas um fim, é todo o trajeto, antes, durante e depois, e deriva de escolhas e atitudes estratégicas. Devemos desenvolver habilidades que favorecem a felicidade, pois não existe um caráter aleatório das coisas. Destaca ainda que a ética é um bom caminho e que torna a vida mais fácil. O homem que não a possui é aquele que se orgulha dos seus erros.

 

É importante também sempre fazer um exame de consciência a noite, identificar onde errou e acertou durante o dia, no que pode ser melhor e afirma ainda que a vontade não transforma, mas que a ação derivada da vontade sim.

 

 

VÂNIA LÚCIA SLAVIERO – De bem com a vida: expressão corporal do amor e da felicidade

 

 

Vânia levou ao palco um grupo de crianças e adolescentes atendidos pelo Instituto Educacional de Bem com a Vida, que tocaram tambor, dançaram e contagiaram o público com a sua alegria e alto-astral, destacando a importância da expressão corporal para uma vida mais feliz.

 

 

NICOLAI CURSINO – Visão e transformação planetária

 

 

 

Para nos prepararmos para o processo de transformação planetária que estamos vivendo, é necessária a consciência física de que habitamos um corpo.

 

Ele comenta que ao invés de tentar desvendar os mistérios da vida, é muito mais proveitoso investir tempo na construção da sua melhor versão, na melhor versão de um país, do planeta e do universo. 70% das crianças de 8 a 10 anos vão trabalhar em empregos que ainda não existem, esta é a 4ª revolução industrial.

 

Segundo Nicolai, a principal pergunta que devemos nos fazer é: “Por que estamos aqui?”, pois todos temos uma obra a ser criada. E acrescenta que a felicidade é aquilo que sentimos mesmo nos momentos em que não conquistamos o que desejávamos, é o que está por trás de todas as emoções.

 

Ele afirma que não há diferença entre a vida material e espiritual, pois a matéria é uma manifestação. E questiona: “Por que não conseguimos lidar com as questões mais básicas de nosso planeta?” e “Qual o tipo de planeta que queremos criar?”.

 

Ele cita o vídeo de Matthieu Ricard – “O homem mais feliz do mundo” e o livro “Empresas Espiritualizadas”, além do seu livro “O Anjo é o Líder”, e lembra que espiritualidade não é subir, é descer aqui e agora neste corpo.

 

 

TAL BEN SHAHAR – O segredo da felicidade

 

 

 

Tal Ben Shahar destaca que precisamos nos dar permissão de sermos humanos, sentir as emoções, escrever ou falar sobre elas, pois só assim elas irão passar. Todas as emoções passam pelas mesmas vias emocionais e ao bloquear as negativas, elas crescem e assim as emoções positivas também serão bloqueadas.

 

Devemos aceitar as emoções e escolher uma medida a ser tomada. Um exemplo são as mulheres que não se permitem sentir raiva, e assim intensificam essa emoção, e os homens que rejeitam sua vulnerabilidade ou o medo, e se tornam mais fracos.

 

A base de uma vida feliz são a saúde mental e o exercício físico, seja ele caminhada, corrida, natação, escada, dança, entre outros. Praticar exercícios por 30 minutos, 3 vezes por semana possui o mesmo efeito de uma medicação psiquiátrica das mais poderosas, liberando endorfina para nos sentirmos bem. É importante também sempre se levantar a cada 20 ou 30 minutos e andar pelo menos 15 passos movimentando os braços, pois ficar sentado é o novo cigarro.

 

Nos relacionamentos, aprender com os momentos difíceis é essencial, por isso nunca desperdice uma boa crise. Entre casais, sempre há um momento de conflitos e questionamentos se o outro seria mesmo compatível para manter o relacionamento, seja a partir de impasses relacionados a educação dos filhos, a família ou sogra, a sexo ou dinheiro. Entre as formas de lidar com isso estão aprender com a crise e assim aumentar a intimidade, ou se separar.

 

Podemos escolher fazer o melhor com as coisas que acontecem, pois são sempre oportunidades de crescimento e aprendizado. O mesmo acontece com os filhos, se evitarmos que eles passem por crises, eles não crescem.

 

 

ENCERRAMENTO

 

 

No final do segundo dia, ainda no espaço Expo Barigui, Gustavo Arns propôs a todos a missão de elevarmos juntos o nível de felicidade do Brasil, e encerrou com a seguinte mensagem: “A vida é algo para o qual a gente está sempre se preparando, mas não está completamente pronto”.

 

O encerramento oficial do Congresso aconteceu no dia seguinte, na Universidade Positivo, com o Workshop “A Ciência da Felicidade” onde Tal Ben Shahar ministrou a aula magna do curso “Felicidade e Bem-Estar”. De lá, todos saíram com direcionamentos para colocar em prática ainda no mesmo dia, com foco, claro, em uma vida mais feliz.

 

Para relembrar também como foi a segunda edição do Congresso Internacional de Felicidade, realizado na Ópera de Arame, acesse este link!

 

 

Créditos

Edição de Imagem: Cleber Coutinho

Fotografia: Silvia Werner

Texto: Patricia Nerbass

 

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